Meu jardim

Abril 17, 2008 by hebdomadariu

Tudo se parece com alguém que tivesse sido molestado quando pequeno, subestimado quando adolescênte e traumatizado com grandes perdas quando adulto.
Assim, os problemas foram tantos e estão tão enraizados desde cedo, que poderão melhorar sendo tratados, mas nunca se livrará das seqüelas.

Quando penso nesse assunto em especial, fico realmente sem saber por onde começar, pois que o comparo à uma viçosa e grande árvore, com suas ramificações incontáveis.

Passinhos de bebê.
Nós somos um país novo, a maioria de nós sabemos disto.
Seria nossa ansiedade então que nos faz pensar que estamos atrasados?
É como a cidadezinha esquecida do interior, onde tudo chega e acontece mais tarde. Ou então, o vira-lata dos países, não no sentido pejorativo, tombando lixo e cheio de pulgas, mas por sua SRD.

Então quem são os brasileiros afinal? São os índios, na minha opinião.
Nós restantes, somos apenas descendentes de alguém que se origina de algum país, ou daqui mesmo de alguma tribo.
Quando alguém é descendente de índio, deveria dizer então que é descendente de brasileiro.

Não vou aqui no momento priorizar problemas, estes já são fatos e acho que não vale apena despender energiar escrevendo a respeito somente disto.
Quero relembrar sobre muitas coisas que aconteceram de alguns poucos anos pra cá e que às vezes não nos damos conta.

Os pólos e seus extremos.
Há duas décadas atrás, mais ou menos, foi quando comecei a tomar consciência de mundo, no sentido de cidadão, digamos assim.
A história do nosso país existe baseada em registros; mas quero falar sobre acontecimentos e leis mais recentes e que ocorreram num curto período.

“Vs’s.”
Década de 80, diretas já.
Hoje, se quisermos, podemos tirar alguém do poder. -vs- Há pouco mais de 25 anos não tinhamos o direito de sequer escolher quem iria nos governar.
Alguns participantes desse movimento: Ulysses, Covas, Tacredo, Montoro, Serra…FHC e Lula? A política é uma arte…

2000, Tabela nutricional.
Eu dúvido que você já não deve ter consultado ao menos uma única vez essas tabelas descritas nas embalagens. -vs- Antes a gente não sabia nem o que estava ingerindo.

1985, primeira lei federal de carácter educativo sobre anti-tabagismo.
Desde então, locais separados nos restaurantes e muitos lugares fechados proibem o uso. -vs- Uma imagem de estatus e glamour

Mais atualmente:
Campanha de reciclagem. -vs- Todo lixo que ainda continua sendo produzido em grande quantidade;
Muitas ongs sendo criadas, na ajuda do combate à: -vs- Violência, fome, miséria etc;
Combate à obesidade. -vs- Lixo industrializado;
Muito vindo à publico. -vs- Muita corrupcão, ainda…
Muitas campanhas de concientização sobre diversos assuntos. -vs- Muita ignorâcia…
Muita paciência -vs- Muitas coisas para se fazer.

Estamos curando nossa ferida? Ferida causada por tropeçarmos em nosso próprio pé?

Devemos rever o que tivemos de bom no nosso passado. Devemos valorizar o que conquistamos, mesmo sabendo que deveria ser simplesmente de nosso direito.
No nosso país é assim, nosso direito é conquistado, não nos pertence, teria de ser sinônimo de outra palavra.

Vamos aceitar com humildade e agradecimento tudo o que já tivemos e o que futuramente teremos de ajuda e referência do exterior; mas paremos-nos de ter um comportamento de auto piedade, acomodação e preguiça.

Pessoas as quais têm acesso a um universo de informações como o que eu, e você leitor, estamos nos utilizando neste momento; pessoas com capacidade para buscar informações, notícias e que se limitam em comer onde dormir. Tendo como o mais importante em sua vida, como andarilhos.
Muito de capacidade, cultura e nada no sentido de iniciativa e atitude.

Parar de culparmos o governo e tomarmos como nossa responsabilidade.
O governo gerencia, mas o país é nosso!

A certeza de que nossa espécie se perdura através de nossos descendentes, de nossos filhos, de nossos netos.
Se você é egoísta ao se negar em cuidar de seu país, está sendo egoísta com você mesmo, pois você através dos seus, de forma indireta, viverá o futuro!

1,99 r$

Abril 11, 2008 by hebdomadariu

Bom dia minha gente! Aqui, só coisa fina!

O qué que na feira tem?
Um real de cueca tem! É importada, esterelizada, isso não importa nada!
O qué que na feira tem?
Perfume de gringo tem! É importado, tá no meio (do frasco) de tão usado!
Isso não importa nada, o que importa é sair cheiroso!
Mas tem coisa bem melhor! Tv de plasma e computa, mais baratos que as damas da noite,
que rondam o estábulo atrás de puro sangue.

A cabeça do menino se confunde: ele é inimigo ou agora é ídolo?
Qualquer semelhança é mera coincidência.

Vamos tomar vergonha, encher um copo e beber tudinho!
Mas me passa um dolce&gabbana porque está por R$30,00.

E vamos ter educação: - Me passe um perfume, “por favor”.
Será que educação tem nessa feira pra vender, uma bem baratinha?
É que não é muito valorizada, depois não consigo passar pra frente…

Ei digitador, toma vergonha na cara!
- Olha desculpa, mas isso só tem jeito na versão “torta”, e fazer
isso sozinho é muito difícil, eu não teria coragem.

Do que estou falando? Da feira!
Tem de tudo, o mesmo, posso falar do que quiser!

Eu não posso ter um Caravaggio, nem um Michelangelo, mas posso ter um “Abadia”.
Os produtos não são os mesmos, mas todo mundo quer.
E quem arrematou, seja lá de que seção, vai exibir em casa,
do malvado à liquidação.

Ramburguer ou X-burguerrer??

Março 20, 2008 by hebdomadariu

Tapioca!

Confesso que estou, americanizado….mas em terra de tupi, tapioca-guarani.
E o importante é rimar!

A Tapioca não sofreu preconceito, foi a eleita da vez pelo ministro.
E o que os senhores queriam que ele comesse? Ramburguer ou X-Burguerrer?

Inda com sotaque americano deve conter muito mais colesterol!
E um ministro de esportes que se preze, deve de fazer juz ao cargo, afinal você é o que você come!
Isso também serve pro ministro da cultura. Somente ele além do sr. ministro “consumista”, tem o direito de gastar o dinherio do cartão na tapioca, já que a mesma possue nossas raízes!
E que neste trocadilho, depois de ser ralada e espremida, dá-se um monte de receitas enriquecendo nossa culinária.

O problema da tapioca é regional. Dependendo de onde se come, se faz bem, ou faz-se mal.
Mas também pode ter sido uma questão de horário comercial.
Afinal, os cartões só podem ser utilizados quando relacionados as atividades do ministério. Ou seja, antes do pôr-do-sol.
Portanto, se foi fora do expediente…a tapioca vai fritar!

Com banana, carne-de-sol ou chocolate, a tapioca é alimento básico dos índios brasileiros. E com todo esse tumulto, será inda mais conhecida no Brasil inteiro.

Levantou a sua espada! E o mais difícil foi dar a cara pra bater, ou melhor, a tapioca pra bater.
Pois se passar desejo na gravidez, o filho nasce com a cara da desejada.

E assim defende e se defende a tapioca ofendida.
- Ora senhorita, se tivesse um bom recheio, não reclamaria da vida!

Numa terra onde nada se encaixa, também faço pouco minha parte.
O importante é rimar.